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domingo, 26 de agosto de 2012

Hoje é Outro Dia

 
 
Quando abro cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova…
 
 
 Mario Quintana
(Poema publicado originalmente no livro A Cor do Invisível, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 855)

A saudade

 
 
 
 
 
A saudade é o que faz as coisas pararem
no Tempo.
 
 
Mário Quintana
 
(poema do livro Preparativos de Viagem, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 773)

domingo, 6 de maio de 2012

Do Amoroso Esquecimento





"Eu agora, – que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"


(Mário Quintana, poema do livro Espelho Mágico. 2a. edição. São Paulo: Globo, 2005. p. 49)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Eu escrevi um poema triste



Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mário Quintana

Mário Quintana



Breve Biografia

(Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica.
Aqui alguns dos meus textos favoritos.

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Eu escrevi um poema triste